A política mineira parece ter encontrado em Patos de Minas mais do que um reduto regional, projetando a cidade como peça estratégica no xadrez eleitoral de 2026.
Como se não bastassem as especulações que colocam o atual prefeito patense, Luiz Eduardo Falcão, no radar de uma possível candidatura ao Governo de Minas, outro movimento ganha corpo nos bastidores.
O ex-prefeito José Eustáquio, que comandou o Executivo municipal entre 2017 e 2020, avalia seriamente um retorno às urnas no próximo pleito.
O cálculo político envolve dois caminhos distintos, mas igualmente simbólicos: disputar uma vaga no Legislativo estadual ou federal, ou integrar uma chapa majoritária como candidato a vice-governador ao lado de Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte.
A segunda hipótese, em especial, reforça a leitura de que Eustáquio busca reposicionamento em um projeto político mais amplo, alinhado ao campo oposicionista no estado.
Segundo fontes próximas, as possibilidades foram discutidas recentemente durante um almoço com o CEO do Instituto Minas Analítica. O encontro teria servido para uma leitura fina do atual cenário político mineiro, com avaliação de forças, alianças e espaços eleitorais – mais estratégia do que nostalgia.
Com trajetória longa e multifacetada na vida pública, o ‘patrocinense’ José Eustáquio acumula passagens por diferentes gestões e funções.
Além de prefeito de Patos de Minas, foi vice-prefeito na administração de Béia Savassi (2009–2012), período em que também comandou as secretarias de Agricultura e Educação.
Atuou ainda como chefe de gabinete nas gestões de Glorinha e João Paulo, em Guimarânia; assessor parlamentar do então deputado Elmiro Alves do Nascimento; secretário de Administração na gestão de Jarbas Cambraia (1993–1996) e diretor executivo do Unipam na década de 1990.