O Governo de Minas Gerais respondeu aos questionamentos do site Patos Notícias sobre a BR-365, abordando a concessão, a cobrança de pedágio e as obras previstas para a rodovia.
Concessão é defendida como saída para falta de investimentos
Segundo o Estado, a concessão do Lote Noroeste é apresentada como alternativa para romper a falta histórica de melhorias na BR-365 e em outras rodovias da região.
Via é judicializada desde 2015
O governo afirma que a necessidade de modernização da rodovia é antiga e está judicializada desde 2015, com cobranças do Ministério Público Federal contra a União e o DNIT.
Estudos foram feitos, mas obras não avançaram
Mesmo após a contratação de estudos técnicos em 2020, nenhuma obra efetiva foi executada no trecho, o que, segundo o Estado, demonstra a dificuldade de transformar previsões orçamentárias em entregas concretas.
Pedágio só após obras iniciais
A cobrança de pedágio, de acordo com o governo, só poderá começar após a conclusão das obras previstas para o primeiro ano do contrato.
Serviços e melhorias no primeiro ano
Entre as ações iniciais estão recuperação do pavimento, nova sinalização e implantação de serviços ao usuário, como socorro médico, guinchos e recolhimento de animais na pista.
Duplicações previstas em etapas
O contrato prevê a duplicação de 70,94 quilômetros entre Patrocínio, Patos de Minas e Guimarânia entre os anos 3 e 8, além de 9,1 quilômetros no perímetro urbano de Montes Claros a partir do terceiro ano.
Ponte do Rio das Velhas entra no cronograma
As obras de reforço da ponte sobre o Rio das Velhas, no km 148, interditada para veículos de carga desde janeiro de 2025, estão previstas para o primeiro ano da concessão.
Decisão técnica, segundo o Estado
Ao final, o Governo de Minas afirma que a concessão não é ideológica, mas uma decisão técnica, com prazos definidos e fiscalização, para encerrar um histórico de promessas não cumpridas e atender à demanda da região por infraestrutura viária.