GAZETA DE PATROCÍNIO SE DESPEDE DO PAPEL E VIRA UMA PÁGINA HISTÓRICA NA IMPRENSA LOCAL

Uma notícia bombástica percorreu os meandros da imprensa local neste fim de semana. 

Em editorial publicado na primeira página de sua mais recente edição, a Gazeta de Patrocínio anunciou o encerramento definitivo de sua versão impressa. A partir de agora, o tradicional hebdomadário seguirá apenas no formato digital.

Fundada em 1938 pelo histórico jornalista Sebastião Eloi dos Santos, a Gazeta atravessou gerações, registrou fatos, personagens e transformações da cidade, tornando-se referência e memória viva do jornalismo patrocinense. 

Para este humilde editor, foi mais que um jornal: foi uma verdadeira faculdade de jornalismo – com direito e prelo, tipo móvel e clichê – ao longo de dez anos de aprendizado diário.

No editorial, a proprietária e editora-chefe Isabela Rezende Cunha também informou que todo o acervo histórico do jornal será doado ao Museu Professor Hugo Machado da Silveira, garantindo a preservação de quase nove décadas de história impressa.

O papel se despede, mas a história permanece. A Gazeta de Patrocínio deixa as bancas, os lares, a recepção das empresas e consultórios, mas não a memória e a identidade da terra rangeliana.

Parafraseando Raul Seixas, é preferível ser uma metamorfose ambulante. E quem é do ramo muda de formato mas segue contando histórias.

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