ANVISA APURA MORTES SUSPEITAS POR PANCREATITE ASSOCIADA A CANETAS EMAGRECEDORAS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou aumento expressivo de notificações de casos suspeitos de pancreatite associados ao uso das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos indicados para diabetes tipo 2 e obesidade. 

Entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025, seis notificações tiveram desfecho suspeito de óbito, segundo o sistema de farmacovigilância da agência.

No período, foram contabilizadas 145 notificações relacionadas a princípios ativos como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. Com a inclusão de dados de estudos clínicos, o total chega a 225 registros, monitorados pelo sistema VigiMed.

A série histórica aponta crescimento contínuo dos casos, com salto de 28 notificações em 2024 para 45 em 2025 — alta de 60,7%. A Anvisa ressalta que os dados se referem a suspeitas notificadas espontaneamente e não estabelecem relação causal direta, embora a pancreatite já conste como possível efeito adverso nas bulas desses medicamentos.

O alerta brasileiro acompanha a preocupação internacional. No Reino Unido, a agência reguladora MHRA também emitiu comunicado sobre o risco, ainda que raro, de pancreatite aguda grave associada a medicamentos agonistas do GLP-1, recomendando atenção a sintomas como dor abdominal intensa, náuseas e vômitos.

Especialistas reforçam que esses medicamentos são, em geral, seguros e eficazes quando usados com indicação correta e acompanhamento médico, mas o aumento das notificações destaca a importância da prescrição responsável e da vigilância contínua durante o tratamento.

*Com informação de Agências

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