Z•E•N
A construção civil do Triângulo Mineiro precisa de 200 mil profissionais qualificados até 2027, conforme aponta a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O mercado aquecido exige um enorme contingente de mão de obra para atender a demanda do setor.
Deste total, 48,9 mil precisam de formação e 156,6 mil necessitam de treinamento e desenvolvimento para ocupar novas vagas, substituir profissionais ou atender ao crescimento do setor. Em todo o país, a carência é ainda maior, chegando a 1,4 milhão de profissionais.
O estudo “Mapa do Trabalho Industrial” da CNI utiliza projeções de crescimento da economia para identificar as demandas do mercado.
O gerente de Estudos e Prospectiva Industrial da CNI, Rafael Silva e Sousa, explica que a construção civil é um dos primeiros setores a aquecer. “Há um aumento nas construções tanto relacionadas às plantas industriais como nas construções residenciais, daí o crescimento da demanda”, ressalta.
Falta de atratividade e novas tecnologias
Apesar da alta demanda por formação, a maioria dos profissionais pode ser qualificada por meio de treinamento. Segundo Sousa e Silva, a necessidade de requalificação é uma constante, principalmente com a introdução de novas tecnologias.
“Com a digitalização e a inserção de novas tecnologias, será necessário estar fazendo treinamento e desenvolvimento de forma continuada”, comenta.
Para o presidente da Câmara da Construção Civil da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Geraldo Linhares, o problema é a falta de atração de jovens para o setor. “A gente perde para os programas de assistência social. O governo é um grande concorrente das empresas. E nosso trabalho é físico, rude”, analisa Linhares.
O professor Luís César de Oliveira, gestor dos cursos de engenharia civil e química da Universidade de Uberaba (Uniube), reforça a necessidade de valorização dos novos profissionais. “Muitos esperam que, ao sair da instituição de ensino, ganharão altos salários. E essa conquista não vindo no tempo que eles esperam, acabam desistindo“, pondera.
Triângulo Mineiro e o mercado de trabalho
Na região do Triângulo Mineiro, o crescimento de empreendimentos imobiliários e obras de infraestrutura, impulsionado pelo pólo químico industrial, exige profissionais atualizados.
“Essas grandes empresas enfrentam dificuldades de profissionais atualizados com as novas tecnologias que elas trazem”, destaca Oliveira.
Logística e transporte, juntamente com a construção civil, também apresentam grande demanda por profissionais.
Em Minas Gerais, essas áreas concentram 59% da demanda futura por formação profissional entre 2025 e 2027.
*Com informações do Portal Diário do Comércio