Níkolas de Queiroz Elias, presidente da Casa de Leis rangeliana, atravessa um momento decisivo de sua trajetória política: disputar ou não uma cadeira na Assembleia Legislativa no pleito de 4 de outubro.
Nos bastidores, ele tem ouvido atentamente amigos e correligionários. De um lado, há um grupo fiel de incentivadores que vê na candidatura um movimento natural de expansão política.
De outro, surgem conselhos ponderados de figuras experientes do cenário patrocinense, que recomendam cautela e cálculo estratégico.
A dúvida não é recente. A ideia vem sendo maturada desde meados do ano passado, o que revela que não se trata de impulso, mas de projeto. Entretanto, reza a lenda que política é como nuvens no céu – traduzindo: o ambiente muda ao longo da jornada.
Inicialmente, a candidatura contaria com o apoio irrestrito da irmã, a deputada federal Greyce Elias. No entanto, o staff da parlamentar – que mantém base ativa em mais de 70 dos 853 municípios mineiros, estruturando dobradinhas eleitorais em diversas regiões – teria sinalizado resistência ao movimento. A lógica é pragmática: ampliar o mapa exige coordenação, não sobreposição.
Outro fator que pesa na equação é o apoio declarado do prefeito Gustavo Brasileiro à candidatura do diretor de Desenvolvimento Econômico e Fomento, Pedro Lucas, o Pedrinho Bom Negócio. Em política, alinhamentos majoritários costumam redesenhar cenários e reduzir margens de manobra.
Analistas da política local consultados pelo M1OL avaliam que, sob a ótica da racionalidade estratégica, Níkolas Elias pode ter mais a ganhar ao consolidar sua liderança no Legislativo municipal.
Um mandato consistente, assertivo, com entregas concretas e identidade própria, tende a fortalecer capital político de forma mais sustentável do que uma disputa estadual em terreno fragmentado.
Ao investir na construção de protagonismo na Câmara, ele pode não apenas fazer história no Parlamento rangeliano, mas também pavimentar, com mais solidez, um projeto futuro ao Executivo patrocinense – sonho que seu pai, o saudoso dr. Elias José Abrão Neto, não conseguiu concretizar.
Na política, saber a hora de avançar é virtude. Mas reconhecer o momento de esperar pode ser ainda mais estratégico.