Tocando demanda o Governo Zema – e também com o vice-governador Matheus Simões -, o prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luiz Eduardo Falcão, não poupou críticas à forma como o Governo de Minas vem conduzindo a proposta de privatização da BR-365, no trecho entre Patrocínio, Patos de Minas e Montes Claros.
Durante um evento realizado na quinta-feira (22/02) na terra do milho, Falcão afirmou que o projeto do governador Romeu Zema prevê a instalação de pedágios, mas não contempla melhorias estruturais essenciais, como duplicação ou implantação de terceira faixa.
“Sou favorável às terceirizações, desde que sejam eficientes e tragam benefícios reais para a população e para a economia. O problema é que esse projeto do Governo de Minas não entrega isso” – criticou.
Ao relembrar a já conhecida e pouco elogiada concessão da BR-365 entre Patrocínio e Uberlândia, o prefeito reforçou o discurso recorrente entre os motoristas que utilizam diariamente o trecho.
A concessionária cobra atualmente cerca de R$ 14 por automóvel, sem oferecer qualquer duplicação, situação que inclusive já motivou questionamentos do Ministério Público Federal.
Falcão também destacou que o Governo Federal já aprovou a duplicação da BR-365 entre Patos de Minas e Patrocínio. No entanto, segundo ele, o próprio Governo Estadual não teria emitido as licenças necessárias para a continuidade do processo – possivelmente já mirando a terceirização da rodovia.
Diante disso, o prefeito informou que tratou do assunto com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, buscando articulação junto ao governo federal para barrar a transferência.
Enquanto o debate esquenta, o Governo de Minas publicou o edital que vai selecionar a empresa responsável pela administração do chamado Lote 10 – Lote Rodoviário Noroeste – com 767 quilômetros de extensão, abrangendo trechos das rodovias BR-365, CMG-496, MG-408 e MG-181.
No trecho entre Patrocínio e Patos de Minas, estão previstos dois pedágios no sistema Free Flow, nos quilômetros 455,2 e 402,7, com tarifa-teto estimada em R$ 9,79.
Se a terceirização se confirmar (e alguém ainda duvida?), 19 municípios serão diretamente impactados: Patrocínio, Guimarânia, Patos de Minas, Lagoa Formosa, Varjão de Minas, Presidente Olegário, João Pinheiro, São Gonçalo do Abaeté, Buritizeiro, Pirapora, Várzea da Palma, Jequitaí, Claro dos Poções, São João da Lagoa, Montes Claros, Lassance, Corinto, Bonfinópolis de Minas e Brasilândia de Minas.
Via de regra, por todo canto e em todos os lados de MG é assim. Enquanto o pedágio vem rápido, as melhorias ficam pelo acostamento.