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A velocidade da internet móvel 5G no Brasil é a terceira mais rápida do mundo, superada apenas pela Coreia do Sul e pelo Catar.
A informação, baseada no Global Network Excellence Index da Opensignal de 2024, coloca o país em uma posição de destaque em termos de velocidade de download mas, claro, apresenta um porém.
A infraestrutura de redes móveis ainda enfrenta desafios significativos, especialmente em termos de disponibilidade de 4G e 5G, pois a disponibilidade dessas redes ainda é limitada.
Entre 137 países analisados, o Brasil ocupa a 82ª posição em termos de tempo em que os usuários estão conectados a redes móveis modernas. Isso indica que, apesar da alta velocidade, muitos usuários ainda não têm acesso consistente a essas tecnologias.
DESAFIOS ENFRENTADOS
Um dos principais desafios enfrentados pelo Brasil é a ampla cobertura territorial.
O país, com suas vastas dimensões geográficas, enfrenta dificuldades para garantir que a infraestrutura de telecomunicações alcance todas as regiões.
Na América Latina e Caribe, o Brasil fica atrás de dez países em termos de disponibilidade de 4G e 5G, o que ressalta a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura.
Além disso, a velocidade do 4G no Brasil, embora acima da média global, ainda não impressiona.
O país ocupa a 56ª posição global nesse quesito, atrás de nações como Canadá e Estados Unidos, que também enfrentam desafios de cobertura devido ao seu tamanho territorial.
QUALIDADE CONSISTENTE DE REDE
A qualidade consistente excelente (ECQ) é outro indicador importante avaliado pela Opensignal.
Este índice mede a capacidade das redes em suportar aplicativos exigentes, como streaming de vídeo e chamadas de vídeo.
O Brasil ocupa a 45ª posição global nesse quesito, um resultado comparável ao do Reino Unido e superior ao de países como Argentina, Índia e Rússia.
Esse desempenho sugere que, apesar das limitações em disponibilidade, as redes brasileiras conseguem oferecer uma experiência de uso satisfatória para aplicações que demandam alta qualidade de conexão.
*Com informações da BMC News