O prefeito de Lagoa Formosa, Zé Amorim, anunciou nesta terça-feira (27) o fechamento definitivo do aterro sanitário da cidade, após decisão judicial que apontou irregularidades no licenciamento ambiental vencido desde 2021.
A partir de 3 de fevereiro, os resíduos passarão por triagem em uma usina municipal licenciada e serão transportados para o aterro de Bambuí.
A mudança terá impacto financeiro: o transporte de 368 km ida e volta, somado à taxa por tonelada, gera custo anual de R$ 2,1 milhões. “O serviço de coleta segue normalmente. Decisão judicial não se discute, se cumpre” – sintetizou Amorim.
Atualmente, o município produz entre 12 e 15 toneladas de lixo por dia, das quais até quatro toneladas são recicladas. Em 2025, a venda de recicláveis rendeu mais de R$ 200 mil.
Sem cobrança extra
Apesar do aumento das despesas, a prefeitura garantiu que não haverá cobrança extra à população. O IPTU sofreu apenas reajuste inflacionário. Para reduzir custos e impactos ambientais, foram intensificadas campanhas de coleta seletiva.
O conhecido aterro do Maxixe será lacrado e passará por estudos ambientais para avaliar possíveis contaminações. O contrato com Bambuí será mantido até a criação de um aterro regional, previsto para ser administrado por consórcio intermunicipal.