Z•E•N
Reza a lendária história política rangeliana que o ano de 1975 ficou marcado pelo início do pagamento de subsídios mensais aos vereadores da comuna.
Mas isso foi há muito tempo atrás (a redundância é proposital), época do voto em cédulas de papel, das vigílias noturnas, dos currais eleitorais e onde a chegada das urnas da zona rural gerava sempre uma expectativa de ‘virada’ nas eleições municipais!
Em 1982, uma Resolução assinada pelo então presidente da Casa de Leis patrocinense, o radialista Joaquim Assis Filho, deu aos vereadores um salário de CR$ 33.690,00 (trinta e três mil, seiscentos e noventa cruzeiros – o dinheiro da época).
O pagamento era feito de duas formas: CR$ 16.845,00 fixos e o mesmo valor em caráter ‘variável’, dependendo da presença do vereador em ordinárias, extraordinárias e participação nas votações.
Naquele ano, para acompanhar a inflação galopante da década de 80, o salário mínimo vigente teve dois reajustes, chegando a CR$ 23.568,00 no mês de novembro.
Numa equação básica retroativa, chega-se à conclusão que um vereador de Patrocínio, naquele início da década de 80, recebia algo em torno de 1,4 salário mínimo para cumprir sua função legislativa.
Hoje, 43 anos depois, o salário de um vereador patrocinense é de R$ 9.850,12, bruto. Com os descontos, cai para R$ 7.360,14.
Os 15 representantes do povo ainda têm direito a diárias no valor de R$ 983,48 para cumprir suas agendas fora do município.
Sinal dos tempos..!