A saída de Lud Falcão da vice-liderança do governo na ALMG, oficializada nesta segunda-feira (23/3), foi mais que um gesto administrativo: foi um gesto gesto político calculado que escancara a fragilidade da base governista e inaugura uma disputa aberta pelo comando da direita em Minas Gerais.
O timing não deixou dúvidas – Mateus Simões assume o governo e Lud dispara: “ele entra e eu saio”.
O estopim da crise todo mundo já sabe – a ligação de Simões à deputada, em tom de cobrança pelas críticas feitas pelo marido dela, o prefeito Luís Eduardo Falcão.
Lud acusa o vice de ameaça velada; Simões não nega, mas tenta reduzir a crise a “jogo político”. A narrativa de intimidação, porém, ganhou força.
Nos bastidores, o movimento é estratégico: Luís Eduardo Falcão surge como possível candidato a vice em chapa adversária, colocando o casal em rota de colisão direta com Simões e Zema.
O recado é claro – a direita mineira não fala mais em unidade, fala em disputa.