As obras de duplicação da BR-365, entre Uberlândia e Patrocínio, foram oficialmente iniciadas nesta semana com duas frentes de trabalho simultâneas.
De acordo com o Governo de Minas, o projeto tem um investimento total de R$ 265 milhões e prevê aproximadamente 46 quilômetros de duplicação, contemplando 31 quilômetros no trecho de Uberlândia e 15 quilômetros em Patrocínio. A expectativa é de que as obras sejam concluídas em 2028.
Ainda segundo o governador Matheus Simões, além de melhorar a logística na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a duplicação da BR-365 deve gerar mais de 5 mil empregos.
Reformulação contratual
A ampliação da duplicação da BR-365 foi possível após uma reformulação no contrato de concessão da rodovia, feita pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig) e a EPR Triângulo, responsável pelo trecho de 131 km entre Uberlândia e Patrocínio. A antecipação das obras foi anunciada em fevereiro e noticiada pelo Diário.
A reformulação transformou a última parcela do valor a ser pago pela concessionária ao Estado pelo direito de operar a rodovia (outorga) em novos investimentos diretos no trecho, permitindo a antecipação de obras e a ampliação da duplicação prevista em contrato.
Com a reestruturação acompanhada e validada pela agência, o projeto aumentou de 36,1 para 46,4 quilômetros de pistas duplas. A ampliação é de 10,3 quilômetros adicionais de duplicação, sendo 5,6 quilômetros em Uberlândia e 4,7 quilômetros em Patrocínio.
O projeto
No Projeto Outorga, a revisão do Programa de Exploração da Rodovia (PER) e de seus instrumentos relacionados possibilitou a antecipação e inclusão de intervenções consideradas prioritárias, em substituição ao repasse financeiro da outorga ao Fundo Estadual de Desenvolvimento de Transportes (Funtrans).
“O projeto permite substituir o pagamento financeiro da outorga por obras priorizadas a partir de critérios objetivos de relevância social e operacional. A medida direciona recursos para intervenções que geram efeitos na segurança viária, na fluidez do tráfego e na redução de riscos aos usuários, preservando a equivalência econômica e os objetivos do contrato”, explicou o diretor de regulação da Artemig, Carlos Alvisi.
*Com informações do Diário de Uberlândia