CASO NAYARA: EM NOTA, SANTA CASA ENFATIZA QUE ATENDIMENTO A GESTANTE QUE FALECEU COM BEBÊ SEGUE SENDO APURADO

A Santa Casa de Patrocínio informou que iniciou uma apuração interna sobre o atendimento prestado a Nayara Oliveira Silva, que morreu na madrugada de quinta-feira (13/8), após ser encaminhada ao hospital com fortes dores. Grávida de oito meses, ela também perdeu o bebê.

Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (20), o hospital afirmou que a paciente foi “corretamente amparada” durante todo o período de internação e que permaneceu acompanhada de perto pelos profissionais de saúde.

A instituição informou ainda que atendeu às solicitações dos órgãos públicos responsáveis pela investigação e disponibilizou à Polícia Civil toda a documentação médica relacionada ao caso, além das imagens do sistema de segurança do hospital.

Segundo a instituição de saúde, a investigação conduzida pela Polícia Civil ainda está em andamento. O trabalho necroscópico depende da conclusão de análises de material biológico encaminhado para Belo Horizonte, onde serão elaborados os respectivos laudos.

O hospital ressaltou que não divulgará informações sobre o atendimento ou dados pessoais e médicos da paciente, alegando respeito ao sigilo médico, à legislação de proteção de dados e à privacidade da família.

A Santa Casa também afirmou que não compactua com a divulgação de documentos sujeitos a sigilo e pediu serenidade e respeito diante da situação vivida pelos familiares.

Ao final da nota, a instituição informou que poderá voltar a se manifestar após a conclusão da apuração policial, sempre dentro dos limites legais relacionados ao sigilo médico. Até lá, declarou que não fará novos comentários sobre o caso.

Leia, abaixo, a Nota Oficial da Santa Casa de Patrocínio

“O Hospital Santa Casa de Patrocínio informa que, desde o falecimento da Sra. Nayara Oliveira Silva passou a realizar intensa apuração interna sobre todo o atendimento prestado à paciente durante o período em que esteve na instituição.

De início, a instituição deixa muito claro que a paciente foi corretamente amparada em todo o momento da internação, sendo acompanhada de perto pelos respectivos profissionais de saúde.

Além disso, atendeu todas as solicitações realizadas pelos órgãos públicos competentes e, dentro de sua razão institucional, buscou prestar todo o auxílio necessário à família da paciente.

Desde o início, o hospital agiu em total respeito à família da paciente, buscando amenizar a dor de todos os envolvidos. O momento exige serenidade, empatia, bem como o respeito à privacidade da paciente falecida e de seus familiares.

Assim, não prestou e não prestará qualquer informação sobre dados sensíveis, em estrito respeito à legislação de proteção de dados e do regramento ético específico.

A instituição deixa claro que não compactua com a divulgação inadequada de documentos sujeitos a sigilo médico, bem como com a divulgação de dados sensíveis da paciente.

Importante salientar que o caso vem sendo apurado pela Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, que iniciou o trabalho necroscópico, que ainda pende de conclusão em razão do envio de material biológico à capital do estado para elaboração dos laudos respectivos.

Cumpre ser salientado, ainda, que já está em posse da Polícia Civil toda a documentação médica da paciente, bem como as imagens do sistema de segurança do hospital para a adequada análise.

Uma vez concluída a apuração por parte da Polícia Civil, a instituição, respeitando sempre os limites legais relativos ao sigilo médico, poderá se manifestar novamente. Até lá, a instituição não mais se manifestará sobre o caso, exatamente em respeito à dor dos familiares e ao sigilo ético exigido ao caso.

Atenciosamente;

Hospital Santa Casa de Patrocínio”

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