A inadimplência das empresas brasileiras atingiu um novo recorde em maio de 2026 e também acendeu um alerta em Minas Gerais. Segundo dados da Serasa Experian, o estado contabiliza 887.261 empresas inadimplentes, ficando atrás apenas de São Paulo no ranking nacional.
O cenário impacta diretamente municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, como Uberaba, Uberlândia, Araxá, Patos de Minas e Patrocínio, onde comércio, serviços e indústria têm papel fundamental na economia.
No Sudeste, são 4,98 milhões de empresas negativadas, que acumulam 35,6 milhões de dívidas, totalizando cerca de R$ 128,2 bilhões. A região concentra mais da metade das empresas inadimplentes do país.
Em nível nacional, o Brasil encerrou maio com mais de 9 milhões de empresas inadimplentes, somando R$ 229,9 bilhões em débitos. Em média, cada empresa possui sete contas em atraso e dívida de R$ 25,5 mil.
De acordo com a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o aumento da inadimplência reflete as dificuldades enfrentadas pelas empresas em um cenário de juros elevados, crédito mais restrito e desaceleração da economia, fatores que comprometem o capital de giro e limitam investimentos.
O setor de Serviços é o mais afetado, concentrando 55,6% das empresas inadimplentes, seguido por Comércio (32,3%), Indústria (8,1%) e Setor Primário (0,9%). As micro e pequenas empresas representam a maior parte dos CNPJs negativados: são 8,5 milhões de negócios, responsáveis por R$ 198,8 bilhões em dívidas.
Especialistas avaliam que a ampliação do acesso ao crédito e a retomada da atividade econômica serão fundamentais para reduzir os índices de inadimplência e fortalecer o ambiente de negócios nos próximos meses.
Com informações do Triângulo Notícia.