Depois de mais de seis décadas de atuação contínua, a unidade da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) em Uberlândia teve suas atividades encerradas, marcando o fim de um dos principais pontos de apoio ao produtor rural no município.
O escritório, referência no atendimento a agricultores familiares e médios produtores, oferecia serviços essenciais como orientação técnica, acesso a crédito rural e integração com políticas públicas voltadas ao campo.
O serviço de assistência técnica e extensão rural está presente em cerca de 800 municípios mineiros graças aos convênios com as prefeituras. O número corresponde a 94% de cobertura no estado.
O fechamento, no entanto, não é um caso isolado. Ele expõe um problema estrutural: a dependência de convênios entre Estado e municípios para manter as unidades em funcionamento.
Quando esses repasses são interrompidos ou dificultados, escritórios locais ficam comprometidos, o que pode levar ao encerramento em outras cidades mineiras.
Em Uberlândia, polo do agronegócio, o impacto é ainda mais sensível para pequenos produtores, que perdem suporte para aumentar produtividade, adotar tecnologias e atender às exigências de mercado. Além disso, a ausência da Emater fragiliza a ponte entre agricultores e programas governamentais de sustentabilidade e incentivo à produção.
Sem definição sobre como será reorganizado o atendimento, o caso reacende o debate sobre o risco de enfraquecimento da extensão rural em Minas Gerais, um serviço estratégico para o desenvolvimento do agro fora dos grandes centros.
*Com informações do Regionalzão