O governo federal aprovou nesta terça-feira, 24 de março, mudanças significativas no programa Minha Casa, Minha Vida, ampliando o limite de renda das famílias atendidas e elevando o teto dos imóveis financiados.
A decisão, tomada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), promete ampliar o acesso ao crédito habitacional e beneficiar milhões de brasileiros
Pelas novas regras, a faixa 1 passa a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 3.200, ante o limite anterior de R$ 2.850. A faixa 2 sobe de R$ 4.700 para R$ 5 mil.
Já a faixa 3 passa de R$ 8.600 para R$ 9.600, enquanto a faixa 4, voltada a públicos de maior renda dentro do programa, sobe de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
Também houve reajuste nos valores máximos dos imóveis. Na faixa 3, o teto subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil, e na faixa 4, de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Nas faixas 1 e 2, os limites já haviam sido atualizados anteriormente, variando entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, conforme a região.
Mercado imobiliário popular
Na prática, a revisão das faixas permitirá que famílias antes em condições menos vantajosas tenham acesso a juros menores, ampliando o alcance social do programa e impulsionando o mercado imobiliário popular.
Estimativas do setor apontam que cerca de 6 milhões de famílias poderão ser beneficiadas em todo o país, além de favorecer construtoras e incorporadoras que atuam no segmento econômico.
Em Minas Gerais, o programa mantém relevância expressiva. Entre 2023 e o início de 2026, o estado recebeu 157 mil habitações concluídas, o equivalente a 11,21% do total nacional. No mesmo período, foram contratadas 183,2 mil unidades, com investimentos que somaram R$ 28,2 bilhões.
Com a ampliação aprovada, a expectativa é de novo impulso ao programa habitacional, tanto no aspecto social quanto econômico, em um momento em que o governo busca ampliar o acesso à casa própria e estimular a construção civil como motor de crescimento.