O CPF está assumindo o lugar de principal identificador dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança faz parte da modernização dos sistemas do Ministério da Saúde e busca eliminar cadastros duplicados, melhorar a qualidade das informações e facilitar o acesso ao histórico de consultas, exames, vacinas e medicamentos.
O processo de reorganização da base nacional começou em julho de 2025. Segundo o cronograma do Ministério da Saúde, cerca de 111 milhões de registros sem identificação adequada seriam inativados até abril de 2026. Até então, aproximadamente 54 milhões já haviam sido suspensos.
O Cartão Nacional de Saúde (CNS), o tradicional Cartão SUS, não desaparece, mas deixa de ser a principal referência. O CPF passa a funcionar como a “chave” de identificação do cidadão na rede pública.
A mudança também deve ajudar o governo a conhecer melhor o perfil dos usuários e as demandas do sistema, reduzindo erros e desperdícios e tornando a gestão do SUS mais eficiente.