Parece que o ditado “dinheiro não compra felicidade” ganhou um complemento nada animador: a falta dele pode pesar – e muito! – no coração.
Uma pesquisa publicada na revista científica Mayo Clinic Proceedings, que analisou dados de mais de 280 mil adultos, encontrou uma associação entre dificuldades financeiras e um envelhecimento mais acelerado do coração.
Entre os fatores sociais avaliados, a insegurança alimentar e a falta de recursos apareceram com destaque na previsão da chamada idade biológica cardíaca.
Segundo os pesquisadores, viver com a preocupação constante de como pagar as contas pode manter o organismo em permanente estado de alerta. E o corpo, como se sabe, não gosta muito desse tipo de “plantão 24 horas”. O estresse prolongado pode afetar o sono, elevar a pressão arterial e favorecer processos inflamatórios – uma combinação pouco amigável para o coração.
Mas calma: o estudo não diz que boleto atrasado é mais perigoso para o coração do que colesterol elevado ou glicose alta. A questão é outra. As condições socioeconômicas também podem influenciar a saúde cardiovascular e, por isso, precisam entrar na conta quando o assunto é prevenção e acompanhamento médico.
No fim das contas, o coração parece ter uma contabilidade própria: quando o bolso vive no vermelho, ele pode acabar pagando parte da conta.