O Brasil pode enfrentar pelo menos seis ondas de calor entre setembro e dezembro, segundo análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
O número pode ser ainda maior, já que durante o último El Niño, entre 2023 e 2024, foram registradas nove ondas de calor no período.
O cenário preocupa porque os eventos estão ficando mais frequentes, intensos e abrangentes. Segundo o Cemaden, o calor extremo, que antes costumava ficar restrito a determinadas regiões, passou a atingir áreas maiores e, em alguns casos, diferentes partes do país simultaneamente.
Uma onda de calor é caracterizada por pelo menos três dias consecutivos com temperaturas máximas e mínimas muito acima da média esperada para determinada região e época do ano.
A situação pode ser agravada pela possibilidade de um El Niño de intensidade muito forte, com impactos diferentes entre as regiões brasileiras.
No Centro-Oeste, Norte e Nordeste, a combinação de calor e períodos mais secos pode aumentar o risco de queimadas, estiagem e impactos na agricultura e nos recursos hídricos.
O Cemaden também destaca que as mudanças climáticas vêm contribuindo para o aumento dos episódios de calor extremo, tornando os próximos meses de primavera e início do verão um período de atenção para todo o país.