A Prefeitura de Patrocínio e o advogado de defesa do médico envolvido no caso registrado neste final de semana na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 Horas) divulgaram Notas Oficiais nesta segunda-feira (24/8), apresentando seus posicionamentos sobre a ocorrência.
O médico, de 65 anos, foi preso pela Polícia Militar na noite de sábado (22), em Patrocínio, suspeito de importunação sexual contra uma paciente de 18 anos durante um atendimento na unidade de saúde. O caso está sendo investigado pelas autoridades competentes.
Em nota, a Prefeitura informou que, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, acompanha os desdobramentos da ocorrência e mantém contato com a jovem e seus familiares, oferecendo o suporte necessário. O Município também confirmou que o profissional permanece afastado de suas atividades até a conclusão da apuração.
A administração municipal afirmou ainda que aguarda o resultado das investigações e se colocou à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos, ressaltando o respeito ao processo de apuração e aos direitos de todos os envolvidos.
Defesa pede cautela
Também se manifestou o advogado Rodrigo Elias Reis Abrahão, responsável pela defesa do médico. Na Nota à Imprensa, ele afirma que, após ter acesso aos elementos do Inquérito Policial, mantém a confiança de que a investigação permitirá o esclarecimento dos fatos.
A defesa destaca a trajetória profissional do médico, que tem 44 anos de exercício na área e atua em Patrocínio há aproximadamente 15 anos.
Segundo o advogado, o profissional não possui histórico de questionamentos dessa natureza relacionados à sua conduta e é reconhecido por pacientes e colegas pela postura profissional.
O advogado também reforça que os fatos ainda estão sob investigação e que nenhuma acusação deve ser considerada definitivamente comprovada antes da conclusão do procedimento e da análise pelas autoridades responsáveis. A defesa afirma que acompanhará o caso e apresentará os elementos necessários para o esclarecimento da situação.
A nota também faz um alerta sobre a divulgação de informações nas redes sociais e ressalta que a liberdade de expressão não deve ser utilizada para práticas que possam configurar difamação ou outras condutas ilegais.
Enquanto a investigação prossegue, Prefeitura e defesa adotam posições distintas, mas convergem em um ponto: a necessidade de aguardar a apuração dos fatos antes de qualquer conclusão definitiva sobre o caso.